quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Coração angolano com os campeões


As selecções nacionais de Angola e do Egipto, campeã e vice, respectivamente, reeditam hoje a partir das 13h30, a final da última  edição do Campeonato Africano das Nações, Afrobasket, jogo referente aos quartos-de-final da prova que decorre no pavilhão multiusos da cidade universitária de Radès, Tunísia.



Para a Selecção Nacional, o jogo é de “vida ou morte”, por estar em causa a presença nas meias-finais da competição, que apura directmente o vencedor para os Jogos Olímpicos Rio’2016, no Brasil.

Em caso de derrota, esfuma-se a esperança de Angola conquistar mais um título, resultado que remete os campeões continentais para a disputa do quinto ao oitavo lugares, uma das piores classificações nos últimos 30 anos. 

Na estreia em 1980, no Marrocos, a equipa nacional terminou no sétimo posto, e em 1981, na Somália, desceu dois lugares (nono).

A inércia da equipa nacional é um mau presságio e reflexo de um conjunto de problemas, que vão desde as longas distâncias, em que percorre cerca de 150 Km/dia, noites mal dormidas, poucas horas de recuperação e um permanente conflito entre a nova e a velha geração de atletas, visível na troca de mimos no banco, sempre que o técnico opta por uma substituição. 

Mas ainda é cedo para dizer que a selecção já exorcizou parte dos seus fantasmas e que as prestações sofríveis diante do Senegal e da RCA adensaram as incertezas sobre a sua continuidade na luta pelo título. Para tal, a equipa comandada tecnicamente por  Moncho López precisa jogar ao mais alto nível, melhorar a eficiência nos lançamentos de campo e tentar ser um grupo forte, equilibrado e ambicioso, para poder desmontar um cenário que se vislumbra trágico. O adversário vai obrigar o conjunto nacional a puxar dos galões, de modo a assinar uma grande exibição que o catapulte à imagem de Angola para outros patamares, bem como recuperar a sua mística e prestígio.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Etiquetas

Arquivos

Topo